Existem bilhões de canções. Todos os anos são gravados, no mundo inteiro, milhares de CDs ou fitas e milhões de canções. As pessoas, através destas canções expressam sua criatividade, seus sentimentos, seu desejo de comunicar alguma coisa. Nem todo mundo que canta tem qualificação para cantar ou pode ser chamado de cantor; mas a maioria das pessoas que cantam merecem respeito pela sua boa vontade de traduzir em canção um sentimento próprio, ou um sentimento dos outros. A canção religiosa situa-se no campo do anúncio e da evangelização. É impossível imaginar alguém cantando uma canção religiosa por qualquer outra razão que não seja o anúncio do Evangelho e o serviço aos irmãos.
Seja penitencial, de súplica, de ação de graças, de louvor, de intercessão ou de mensagem social, política, ou religiosa, qualquer que seja o gênero, a canção se presta como instrumento de evangelização. Só se pode falar em canção religiosa quando ela celebra o cotidiano das pessoas, a vida de todos e coloca num contexto de anúncio, se preciso de denúncia, mas certamente de serviço à causa do Evangelho.
Não tem que ser sacra, não tem que ser litúrgica, não tem que ser de mensagem; pode ser todos os três ao mesmo tempo, e pode ser apenas de mensagem, apenas sacra, apenas litúrgica. Desde que ajude alguém a refletir sobre a fé ou a anunciar a fé, ela se torna uma canção religiosa.
Onde vai ser aplicada, já são outros quinhentos, porque nem toda canção religiosa pode ser cantada numa missa e nem em qualquer palco; há lugares onde não se deve cantar uma canção religiosa. - Não jogueis vossas pérolas aos porcos, disse Jesus. (Mt 7,6) Ele estava falando de pregar do jeito certo e nos lugares certos.

Pe. Zezinho, scj (pezscj@uol.com.br)
www.padrezezinhoscj.com - Taubaté-SP
|