A Missa. Parte por Parte
Tirado do Livro A Missa. Parte por Parte
Padre Luiz Cechinato
I - Por que ir à Igreja?
Certo dia, Jesus contou a seguinte parábola a alguns que se consideravam justos e desprezavam os outros: Dois homens foram ao Templo para orar. Um era fariseu e o outro publicano. O fariseu, de pé, orava interiormente deste modo: "O Deus, eu te dou graças porque não sou como o resto dos homens: ladrões, injustos, adúlteros, e nem como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de todos os meus rendimentos".
O publicano ficou um pouco para trás e não ousava sequer levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: "Meu Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!"
Aí Jesus falou: "Eu vos digo que este último foi para casa justificado e o outro não. Pois aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado" (Lc 18, 9-14).
Não basta rezar em casa?
A Igreja foi sempre a casa de Deus e o lugar de oração. Jesus freqüentava o Templo de Jerusalém com Maria, José e os Apóstolos. Há gente que diz: "Eu rezo em casa. Não gosto de aparecer.
Deus está em todos os lugares". E ainda cita as palavras de Jesus, que disse: "Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai que está presente em lugar secreto. E teu Pai, que vê o que é secreto, te recompensará"(Mt 6, 5-6).
Como se vê, Jesus está falando aos fariseus, que eram fingidos. O que o Senhor condena não é a oração na Igreja, mas a oração da boca para fora, mas deve sair de dentro do coração.
Referindo-se às orações rotineiras e vazias dos fariseus, Ele fez suas as palavras de Isaías, que disse: "Este povo me louva com a boca, mas o seu coração está longe de mim" (Mt 15, 8; Is 29, 13).
Rezar com os outros
Jesus fala claramente da importância da o ração em comunidade. Eis suas palavras: "Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, o que seja, conseguirão de meu Pai que está nos céus. Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Mt 18, 19-20).
O próprio "Pai-Nosso'', ensinado pessoalmente por Jesus, é uma oração comunitária. Ninguém pode rezá-lo pensando só em si. Ou reza com outros ou pelo menos pensando nos outros, pois Jesus mandou dizer Pai "nosso'' e não Pai "meu", venha a "nós" o vosso Reino, e não venha a "mim" o vosso Reino. E quem não disser "o pão nosso" não pode dizer "Pai nosso''.
O individualismo não tem lugar no Evangelho, pois a Palavra de Deus nos ensina a viver fraternalmente. 0 próprio céu é visto como uma multidão em festa e não como indivíduos isolados em apartamentos.
Olhando ara a História, vemos que a religião teve sempre um sentido de comunidade. Notável é o ''Povo de Israel". Deus constituiu um "povo'' e caminhava com esse povo, que teve sua origem com Abraão. E o Povo de Deus ia em caravanas para o Templo de Jerusalém, cantando salmos de louvor, de suplicas e de ação de graças. A esse Povo Deus prometeu o Salvador. E Jesus veio, e nele se cumpriram as promessas feitas a Israel.
Somos uma "IGREJA"
A Igreja é o novo Povo de Deus. Com ela Jesus fez a Nova e Eterna Aliança no seu Sangue. A palavra ''Igreja'' significa Assembléia. É um Povo reunido na fé, no amor e na esperança pelo chamado de Jesus Cristo. Os Apóstolos reuniam a comunidade cristã para ouvir a Palavra de Deus, orar e celebrar a Eucaristia.
A Missa foi sempre o centro da comunidade e o sinal da unidade, pois é celebrada por aqueles que receberam o mesmo batismo, vivem a mesma fé e se alimentam do mesmo Pão. Todos os fiéis formam um só "corpo. São Paulo disse aos cristãos: "Agora não há mais judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher. Pois todos vós sois UM Só em Cristo Jesus" (GI 3, 28).
|
|
II - Gestos e Atitudes
Você sabe como é uma grande partida de futebol. Antes do jogo, há concentração para os atletas e um preparativo psicológico para os torcedores. A televisão dá notícias da situação histórica das duas equipes: pontos ganhos e pontos perdidos, titulares que vão começar jogando e reservas que vão para o banco.
De repente, as equipes entram em campo. Muitas palmas, rojões, bandeiras se agita e a emoção toma conta de todos. Começa a partida. Bola na trave, a torcida vibra, grita, pula. Alguém aproveita o rebote, enche o pé... é gol! Um mar humano se levanta e delira, agitando as mãos e gritando em coro. O artilheiro dá cambalhotas, cai de joelhos, jogadores se abraçam. É festa! Uma grande "celebração" num rito solene de alegria expressado por todos os gestos. Se é fim de campeonato, há sempre alguém atravessando o estádio de joelhos com as mãos erguidas para o céu, o povão invadindo o gramado carregando os heróis.
Orar com a ALMA e o CORPO
O homem é corpo e alma. Ha nele uma unidade vital. Por isso ele age com a alma e com o corpo ao mesmo tempo. O seu olhar, as suas mãos, a sua palavra, o seu silêncio, o seu gesto... tudo é expressão de sua vida. Quando o jogador consegue mandar a bola para o fundo da rede e e vibra, pula, abraça, dá cambalhota, ajoelha-se, ergue as mãos, atira os braços para o alto, saudando a torcida. Por que isso? Não basta que tenha feito o gol? Não. Ele não está sozinho. O gol é uma vitória que precisa ser comemorada entusiasticamente com uma espécie de "celebração" coletiva.
Por isso há toda aquela festa e confraternização. E tem uma coisa: o futebol é algo instável, sem lógica. Hoje ganha, amanhã perde. Ao passo que, na Missa, torcemos para um Herói que venceu e nunca será derrotado: é Jesus Cristo, morto e ressuscitado, vencedor da morte e Senhor da Vida. Ele nos disse: "Coragem! Eu venci o mundo" (Cf. Jo 16,33).
Na Missa fazemos parte de uma grande "torcida": Assembléia dos filhos de Deus, que tem como herança o Reino dos céus. Por isso, na Celebração Eucarística, não podemos ficar isolados, mudos, cada um no seu cantinho. Ou será que há mais razões para comemorarmos a vitória de um gol do que a Vitória de Cristo Ressuscitado, presente no meio de nós? A nossa fé, o nosso amor e os nos sentimentos são manifestados através dos gestos, das palavras, do canto, da posição do corpo e também do silêncio. |
|
III - Posições do Corpo
Certo dia, um leproso, vendo Jesus prostrou-se com a face em terra e dirigiu-lhe esta súplica:
"Senhor, se queres, tu podes curar-me!" Então Jesus, estendendo-lhe a mão, tocou-o, dizendo: "Eu quero. Fica purificado!" E imediatamente a lepra o deixou (Lc 5, 12-13).
O Significado dos Gestos
A religião assume o homem todo, como ele é: corpo e alma. A Graça não destrói a natureza humana, mas a completa e aperfeiçoa. Por isso, rezamos com o corpo também, dizendo palavras e fazendo gestos. A Missa é o louvor visível do Povo sejamos o significado dos gestos.
Sentado:
E uma posição cômoda que favorece a catequese, boa para a gente ouvir as Leituras, a homilia e meditar. É a atitude de quem fica à vontade e ouve com satisfação, sem pressa de sair. Em celebrações especiais, com pequena comunidade, o Presidente, às vezes, faz a homilia sentado.
De pé:
E uma posição de quem ouve com atenção e respeito, tendo muita consideração pela pessoa que fala. Indica prontidão e disposição para obedecer. Foi, desde o início da Igreja, a posição do "orante". A Bíblia diz: "Quando vos puserdes em pé para orar, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai-1he também vosso Pai que está nos céus vos perdoe as vossas ofensas" (Mc 11, 25). Falando dos bem-aventurados, João vê uma multidão, de vestes brancas '' de pé, diante do Cordeiro", que é Jesus (Ap 7, 9).
De joelhos:
De início, o cristão ajoelhava-se somente nas orações particulares. Depois toda a comunidade passou a ajoelhar-se em tempo de penitência. Agora essa posição é comum diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e do vinho. Ajoelhar-se perante alguém era sinal de homenagem a um soberano. Hoje significa adoração a Deus. São Paulo diz: "Ao nome de Jesus, se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra'' (F1 2, 10) . Rezar de joelhos é mais comum nas orações individuais. ''Pedro, tendo mandado sair todos, pôs-se de joelhos para orar'' (Cf. At 9, 40).
Genuflexão:
É um gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na igreja e dela saímos, se ali existe o sacrário. Também fazemos genuflexão diante do crucifixo na Sexta-Feira Santa, em sinal de adoração.
(Não é adoração à cruz, mas a Jesus que nela foi pregado).
Inclinação:
Inclinar-se diante de alguém e sinal de grande respeito É também adoração, diante do Santíssimo Sacramento. Os fiéis podem inclinar a cabeça para receber a benção solene.
Procissão:
Na Missa podemos fazer diversas procissões, se forem convenientes: na Entrada do Presidente, no Evangelho, no Ofertório, na Comunhão. A História da Salvação começou com uma "procissão'': Abraão e sua família a caminho da Terra Prometida. As nossas procissões simbolizam a peregrinação do Povo de Deus para a casa do Pai. Somos uma Igreja ''peregrina''.
Mãos levantadas:
É atitude dos ''orantes''. Significa súplica e entrega a Deus. É o gesto aconselhado por Paulo a Timóteo: ''Quero, pois, que os homens orem em qualquer lugar, levantando ao céu as mãos puras, sem ira e sem contendas'' (1 Tm 2,8) .
Mãos juntas:
Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida. É atitude de profunda piedade.
Prostração:
Gesto muito antigo, bem a gosto dos orientais. Estes se prostravam com o rosto na terra para orar. Assim fez Jesus no Horto das Oliveiras. Hoje essa atitude é própria de quem se consagra a Deus, como na ordenação sacerdotal. Significa morrer para o mundo e nascer para Deus com uma vida
nova e uma nova missão.
Silêncio:
O silêncio em seu valor na oração. Ajuda o aprofundamento nos mistérios da fé. "0 Senhor fala no silênciodo coração". É oportuno fazer silêncio depois das Leituras, da homilia e da Comunhão, para interiorizar o que o Senhor disse. Meditar é também uma forma de participar. Uma Missa que não tivesse nenhum momento de silêncio, seria como chuva forte e rápida que não penetra na terra.
LEITURA BíBLICA: Mt 9, 18-26
|
|
IV - O Canto Litúrgico
Existem certas normas para as vestes. Deve haver harmonia nas cores, bom gosto no feitio atualidade quanto à moda e conveniência com relação ao ambiente. Ninguém põe qualquer gravata com qualquer camisa nem qualquer calça com qualquer paletó. Para tal terno, tal camisa. Tal meia ara tal sapato. Ainda, ninguém coloca uma rosa no vestido só porque a rosa é bonita. Precisa ver se vai combinar. Há também uma roupa para o clube, outra para o velório, outra para a praia e outra para a Missa. Uma roupa pode ser muito bonita mas não é por isso que vai ficar bem em
todos os lugares. Você não acha?
O Canto na Igreja
O que dissemos das vestes aplica-se também ao canto Litúrgico. Há um tipo de canto que é próprio para a Liturgia. O Concílio Vaticano II vê, na Liturgia, o próprio Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, exercendo no meio de nós a sua ação salvadora. Liturgia é, pois, o culto público da Igreja, que assume oficialmente as palavras e os gestos de Jesus, em como a fé e os sentimentos do Povo de Deus, tornando presente e atuante a Obra da Salvação.
Como se vê, a Liturgia inclui dois elementos: o divino e o humano. Ela nos leva ao encontro pessoal com Deus, tendo como Mediador o próprio Cristo, que, nascido de Maria, reúne em Si a Divindade e a Humanidade. Portanto, a Missa é mais do que um conjunto de orações: ela é a grande Oração do próprio Jesus, que assume todas as nossas orações individuais e coletivas para nos oferecer ao Pai, juntamente com Ele.
|
|
V - O Sacerdote, as Vestes e o Altar
Houve pessoas que se tornaram inesquecíveis por causa de sua sabedoria e realizações. Santa Catarina de Sena é uma delas. Ficou famosa pela sua intervenção na História da Igreja, pedindo ao Papa para que saísse do cativeiro de Avinhão e voltasse ara o seu lugar, em Roma. É de Santa Catarina esta frase: "Se um dia eu encontrar no caminho um sacerdote e um anjo, primeiro saudarei o sacerdote, depois o anjo", porque o sacerdote representa Jesus Cristo.
O PADRE: SUA HISTÓRIA
Desde os primeiros tempos da humanidade existiram sacerdotes, tanto entre os judeus como entre os pagãos. Sua função principal era oferecer sacrifícios à divindade. Por isso eles se revestiam de um sentido sagrado. Com o passar dos tempos o sacerdócio tornou -se uma consagração de vida.
A grandeza do sacerdócio atingiu o seu ponto máximo em Jesus Cristo, o Sacerdote por excelência. Os demais sacerdotes do Novo Testamento são apenas "participantes" desse único e eterno sacerdócio de Jesus. Pois foi de Cristo que receberam tal poder através dos Apóstolos, que têm nos Bispos os seus legítimos sucessores.
O Concílio Vaticano II diz que o padre age " in persona Christi'', isto é, em lugar da pessoa de Jesus, o qual disse aos Apóstolos: "Quem vos ouve, a mim ouve, e quem vos rejeita a mim rejeita. E quem me rejeita, rejeita o Pai que me enviou" (Lc 10, 16). 0 padre é constituído tal por meio da imposição das mãos do Bispo sobre sua cabeça, proferindo a oração consagradora. Além de sacerdote, o padre é presbítero e profeta. Como sacerdote, administra os Sacramentos, preside o culto divino e cuida da santificação da comunidade; como profeta, anuncia o Reino de Deus e denuncia as injustiças e tudo o que é contra o Reino; como presbítero, o padre administra e
governa a Igreja.
AS VESTES LITÚRGICAS
Túnica:
Para lidar com as coisas santas, o padre usa de sinais sagrados pondo vestes que o distinguem das outras pessoas. A túnica é uma dessas vestes. É um manto geralmente branco, longo, que cobre todo o corpo. Lembra a túnica de Jesus, "sem costura de alto a baixo", sobre a qual os soldados tiraram sorte, para ver a quem caberia.
Estola:
É uma faixa vertical, separada da túnica, a qual desce do pescoço do padre, com duas pontas na frente. Sua cor varia, de acordo com a Liturgia do dia. Existem quatro cores na Liturgia: verde, branco, roxo e vermelho. A estola simboliza o poder sacerdotal.
Casula:
Vai sobre todas as vestes. Cobre todo o corpo. A cor varia, conforme a Liturgia, como estola. É uma veste solene, ampla, que deve ser usada nas Missas dominicais e dias festivos.
Amito:
Há padres que usam também o amito. É um pano branco que envolve o pescoço do celebrante. Veste-se antes da túnica ou da alva.
Cíngulo:
É um cordão que prende a alva ou a túnica à altura da cintura. (A alva é uma veste semelhante à túnica. Usa-se uma ou outra) .
O ALTAR
O altar representa a mesa da Ceia do Senhor. Lembra também a cruz de Jesus, que foi como um "altar" onde o Senhor ofereceu o Sacrifício de sua própria vida. Em geral, o altar fica num plano mais elevado, para ser visto por toda a Assembléia.
A existência do altar é tão antiga quanto a história da humanidade, pois está ligada aos sacrifícios, que sempre existiram tanto entre os judeus quanto entre os pagãos. A primeira menção de altar, na Bíblia, aparece com Noé, que ofereceu um sacrifício sobre um "altar" (Cf . Gn 8, 20).
Os primeiros altares eram de pedras rústicas. Depois apareceram os de madeira. Hoje existe ainda preferência pelos altares de granito ou de mármore. O altar deve ter o sentido de uma mesa de refeição, para celebrar a Ceia do Senhor.
Com a formação das "Comunidades Eclesiais de Base" (CEBs), a Missa passou a ser celebrada também em pequenas comunidades, em escolas, centros comunitários ou casas de família. Com isso são improvisados muitos ''altares''. É bom lembrar que se deve ter o máximo de consideração com a Eucaristia. Não se pode celebrar a Missa sobre uma mesa velha e suja, que a família nem usa mais. A Deus se dá o que há de mais digno.
Sobre o altar vai a toalha, geralmente branca, comprida, com as pontas quase tocando o chão. Deve ser limpa, condizente com a grandeza da Ceia do Senhor. Imagine como você prepararia a mesa, se fosse servir um banquete para ilustres convidados! Pois bem, a Missa é muito mais que isso.
LEITURA BÍBLICA: Hb 4,12 - 5, 10
|
|
VI - Objetos usados na Missa
Deus fez o mundo com muito amor. Ele viu que todas as coisas criadas "eram boas" (Cf. Gn 1, 25). Mas o pecado original trouxe a morte para a humanidade, além de causar uma ruptura com Deus e uma desarmonia entre as criaturas.
Jesus, porém , veio "recriar" o mundo, restituindo a vida aos homens e reconciliando toda a obra da Criação.
As pessoas que mais se aproximam do amor de Deus sabem amar todas as criaturas, ao passo que as mais egoístas continuam depredando tudo. São Francisco de Assis conseguiu viver a fraternidade até com os animais e a natureza. Ele dizia "Mãe Terra", "Irmão Sol".
OBJETOS LITÚRGICOS E SEU USO
Neste Encontro vamos ver os objetos usados na Missa e para que serve cada um deles. Na Celebração Eucarística Jesus se oferece ao Pai por nós, e reúne, nesse grande Oferecimento, a Humanidade e toda a Criação: os reinos mineral, vegetal e animal, pois "do Senhor é a terra e tudo o que ela contém o universo e seus habitantes" (Si 24,1). Eis os objetos usados na Missa:
Hóstia:
É pão de trigo puro. Há uma hóstia grande para o Presidente da Celebração e as pequenas para o povo. A do padre é grande para ser vista de longe, na elevação, e ser repartida entre alguns participantes da celebração.
Vinho:
É vinho puro, de uva. Na consagração, o pão e o vinho se mudam no Corpo e no Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, vivo e ressuscitado.
Cálice:
É uma "taça" revestida de ouro ou prateada. Nele se deposita o vinho a ser consagrado.
Âmbula:
A âmbula (ou cibório) é semelhante ao cálice, mas tem uma tampa. Nela se colocam as hóstias.
Após Missa é guardada no sacrário.
Patena:
É um "pratinho" de metal. Sobre ele se coloca a hóstia grande.
Água:
É água natural. Serve para purificar as mãos do sacerdote e ser colocada no vinho (umas gotas só), para simbolizar a união da humanidade com a Divindade, em Jesus. Também é usada para purificar o cálice e a âmbula.
Pala:
É uma peça quadrada, dura, (um cartão revestido de linho). Cobre o cálice.
Sanguinho:
É uma toalhinha comprida, branca. Serve para enxugar o cálice e a âmbula.
Corporal:
É uma toalhinha quadrada. Chama-se corporal porque sobre ela coloca-se o Corpo do Senhor (âmbula e cálice), no centro do altar.
Galhetas:
São como duas jarrinhas de vidro. Numa vai a água na outra, o vinho. Elas estão sempre juntas, num pratinho, ao lado do altar.
Manustérgio:
Vem da palavra latina "manus", que quer dizer "mão". É para enxugar as mãos do Presidente, no ofertório. Acompanha as galhetas.
Missal:
É um livro grosso que tem o rito da Missa, menos as Leituras, que estão no livro chamado Lecionário.
Diz-se "Missal Romano" porque é aprovado pelo chefe da Igreja Católica, que tem sua sede em Roma.
Crucifixo:
Sobre o altar ou acima dele deve haver um crucifixo, para lembrar que a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor. Na Ceia, Jesus deu aos discípulos, o "Sangue da Aliança, que ia ser derramado por muitos para o perdão dos pecados" Cf. Mt 26,28 .
Velas:
Sobre o altar vão duas velas. A chama da vela é o símbolo da fé, que recebemos de Jesus, "Luz do Mundo", no Batismo e na Crisma. É um sinal de que a Missa só tem sentido para quem vive a fé.
Flores:
Em dias festivos, podem-se colocar flores. O certo não é "sobre" o altar, mas ao lado dele, pois o altar não é para por "coisas". |
|
VII - O Sinal da Cruz
Muitas pessoas de fé livrara -se do demônio fazendo o "sinal da cruz" na hora da tentação. São Geraldo Magela é um deles. Certa vez alguém o cercou junto a uma floresta. O santo fez o sinal da cruz e apresentou o crucifixo, invocando o poder de Deus. Imediatamente aquele bandido o deixou.
Conta-se também que o famoso Constantino, imperador de Roma, teve um dia esta visão: viu no céu uma cruz com a inscrição: "Com este sinal vencerás". Aí o imperador se converteu ao cristianismo.
É bom lembrar que a cruz, para nós, cristãos, não é mais aquele instrumento de sorte e humilhação. a "cruz gloriosa" de Cristo Ressuscitado que venceu a morte.
A IGREJA, CASA DE ORAÇÃO
É domingo, Dia do Senhor. Que alegria! Vamos à Missa! Entremos com respeito. Junto à porta há um capacho para limpar os pés. Não podemos levar sujeira para a casa de Deus. O Senhor disse:
"Moisés, tira as sandálias, porque o lugar onde pisas é santo." (Ex 3 5).
Nada e toco de cigarro nem balas, nem chiclete, nem pipoca, nem sorvete. Lá no altar está o sacrário. Aí mora o Dono da casa. A. luzinha é o sinal da presença de Jesus, o Deus vivo, no Pão consagrado. Por isso fazemos uma genuflexão, isto é, dobramos o joelho direito até tocar o chão. E um gesto de adoração ao Senhor.
A pessoa de fé entra na igreja alguns minutos antes de começar a Missa, para se preparar e participar melhor. Ela se coloca na presença de Deus e se desliga das preocupações que a podem distrair: "O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a segurança de minha vida; frente a quem temerei?" (S127ou26,1). Que alegria estar na igreja! É um lugar de paz. Jesus disse: "A minha casa é casa de oração" (Cf. Lc 19,46). |
|